Partidas memoráveis de futebol, capítulo 1
Bem, inicio hoje uma série de capítulos contando alguns de minhas partidas inesquecíveis nos 21 anos de futebol que tenho. E para começar bem, descreverei uma bela de uma vitória.
Este jogo aconteceu no prédio do Papudo, numa quadra de salão que lá havia, tamanho oficial. Era um contra, o time do meu prédio X o time do prédio do Papudo. Pois bem, como estávamos jogando no campo inimigo, tínhamos que vencer a qualquer custo, pois senão seríamos zoados pelos moradores do prédio que estariam assistindo a partida (entenda-se por moleques folgados e minas patys). Meu time era o seguinte: Eu, o Teta, o Mauro, o Cebola, meu irmão (Dé), e o Marquito no gol. O Marquito é o goleiro mais franguento que já vi, mas como só ele gosta de catar no gol, ele é o nosso goleiro...
Como tínhamos uma pessoa a mais (seriam 4 na linha e 1 no gol), resolvi começar de reserva, pois assim eu poderia analisar como o adversário jogava. O jogo começou equilibrado, mas rapidamente tomamos um gol. O time deles possuía 2 caras rápidos que jogavam bem, um armava lá atrás e o outro finalizava. Meu time tentou empatar logo a partida, mas em um contra-ataque tomamos o segundo gol (já que o Marquito dificilmente oferecia resistência). Aquela era a hora de eu entrar. O Mauro saiu. Demos a saída de bola. O Cebola me tocou, rapidamente avancei por uma brecha e chutei forte no canto: 2 a 1. Deram a saída de bola, vieram pro ataque, mas conseguimos interceptar e num contra-ataque empatamos o jogo.
O choque mental do empate foi forte demais para o time adversário. Conseguimos fazer em seguida o 3º e o 4º gol. E assim o jogo prosseguiu com, o primeiro tempo terminando em uma diferença de 2 gols. Fomos tomar água, e descansar por uns minutos.
O jogo recomeçou, e bobeamos no início, e o adversário empatou. A partir de então, seguiu-se um jogo muito equilibrado, onde fazíamos um gol e em seguida o adversário empatava. Houve um momento que eles viraram, e começaram a zuar a gente, tentando dar canetinhas e ficar falando "Vixe, vixe!". Mas não deixei que meu time perdesse a cabeça, isso significaria a derrota certa. Faltavam 5 minutos para acabar o jogo, e então numa jogada rápida empatamos o jogo. O adversário deu a saída de bola, e logo foram pro ataque. Estavam nos pressionando, e se fizessem aquele gol nós estaríamos perdidos, pois provavelmente nosso ânimo acabaria. Mas, milagrosamente após um chute deles, o Marquito fez uma ótima defesa, agarrando a bola. Aquele deveria ser o momento. Ordenei ao Marquito que segurasse a bola um pouco enquanto eles voltavam.
Sendo assim, pedi ao Marquito que deixasse a bola em meus pés (eu estava na entrada de nossa área, no centro). Esse foi o início de um dos gols mais bonitos que já fizemos, e que garantiu a nossa vitória: peguei então a bola, e o tal do Papudo tentou tirar ela de mim, mas num drible rápido passei por ele e iniciei o meu avanço pelo meio. Pela lateral direita, avançava o meu irmão. Pela esquerda, o Cebola. Então quando eu estava quase chegando ao centro na quadra em grande velocidade, um carinha do outro time veio tentar tirar a bola de mim, mas ao invés de tentar driblá-lo eu toquei pro Cebola, que estava na minha diagonal esquerda. Continuei correndo pelo meio. Ele recebeu, e o cara que estava marcando ele foi em cima dele, mas rapidamente o Cebola devolveu a bola para mim, no centro do campo de ataque. Mas, quando a bola estava embaixo de mim, deixei ela passar. O Cebola, achando que eu estava zuando ou querendo enfeitar, brigou comigo (Ah, caralh...). Mas aí ele viu o que realmente eu fiz. Dei um corta luz, pois meu irmão estava passando à minha direita, rente à lateral. Quando o Dé matou a bola, o Cebola sorriu pela bela jogada, e eu gritei pro Dé: - Vai!
O Dé dominou a bola com o pé esquerdo e desferiu um lindíssimo chute cruzado de trivela com seu pé direito. A bola subiu e bateu na trave, na região do ãngulo, próximo ao travessão... E entrou...
Esse com certeza foi o gol mais bonito do meu irmão até hoje... Mas como uma jogada coletiva, o mais bonito que fizemos. Toda essa jogada levou apenas uns 5 segundos, mas de tão linda que foi me lembro de cada detalhe.
Vencemos...
Bem, inicio hoje uma série de capítulos contando alguns de minhas partidas inesquecíveis nos 21 anos de futebol que tenho. E para começar bem, descreverei uma bela de uma vitória.
Este jogo aconteceu no prédio do Papudo, numa quadra de salão que lá havia, tamanho oficial. Era um contra, o time do meu prédio X o time do prédio do Papudo. Pois bem, como estávamos jogando no campo inimigo, tínhamos que vencer a qualquer custo, pois senão seríamos zoados pelos moradores do prédio que estariam assistindo a partida (entenda-se por moleques folgados e minas patys). Meu time era o seguinte: Eu, o Teta, o Mauro, o Cebola, meu irmão (Dé), e o Marquito no gol. O Marquito é o goleiro mais franguento que já vi, mas como só ele gosta de catar no gol, ele é o nosso goleiro...
Como tínhamos uma pessoa a mais (seriam 4 na linha e 1 no gol), resolvi começar de reserva, pois assim eu poderia analisar como o adversário jogava. O jogo começou equilibrado, mas rapidamente tomamos um gol. O time deles possuía 2 caras rápidos que jogavam bem, um armava lá atrás e o outro finalizava. Meu time tentou empatar logo a partida, mas em um contra-ataque tomamos o segundo gol (já que o Marquito dificilmente oferecia resistência). Aquela era a hora de eu entrar. O Mauro saiu. Demos a saída de bola. O Cebola me tocou, rapidamente avancei por uma brecha e chutei forte no canto: 2 a 1. Deram a saída de bola, vieram pro ataque, mas conseguimos interceptar e num contra-ataque empatamos o jogo.
O choque mental do empate foi forte demais para o time adversário. Conseguimos fazer em seguida o 3º e o 4º gol. E assim o jogo prosseguiu com, o primeiro tempo terminando em uma diferença de 2 gols. Fomos tomar água, e descansar por uns minutos.
O jogo recomeçou, e bobeamos no início, e o adversário empatou. A partir de então, seguiu-se um jogo muito equilibrado, onde fazíamos um gol e em seguida o adversário empatava. Houve um momento que eles viraram, e começaram a zuar a gente, tentando dar canetinhas e ficar falando "Vixe, vixe!". Mas não deixei que meu time perdesse a cabeça, isso significaria a derrota certa. Faltavam 5 minutos para acabar o jogo, e então numa jogada rápida empatamos o jogo. O adversário deu a saída de bola, e logo foram pro ataque. Estavam nos pressionando, e se fizessem aquele gol nós estaríamos perdidos, pois provavelmente nosso ânimo acabaria. Mas, milagrosamente após um chute deles, o Marquito fez uma ótima defesa, agarrando a bola. Aquele deveria ser o momento. Ordenei ao Marquito que segurasse a bola um pouco enquanto eles voltavam.
Sendo assim, pedi ao Marquito que deixasse a bola em meus pés (eu estava na entrada de nossa área, no centro). Esse foi o início de um dos gols mais bonitos que já fizemos, e que garantiu a nossa vitória: peguei então a bola, e o tal do Papudo tentou tirar ela de mim, mas num drible rápido passei por ele e iniciei o meu avanço pelo meio. Pela lateral direita, avançava o meu irmão. Pela esquerda, o Cebola. Então quando eu estava quase chegando ao centro na quadra em grande velocidade, um carinha do outro time veio tentar tirar a bola de mim, mas ao invés de tentar driblá-lo eu toquei pro Cebola, que estava na minha diagonal esquerda. Continuei correndo pelo meio. Ele recebeu, e o cara que estava marcando ele foi em cima dele, mas rapidamente o Cebola devolveu a bola para mim, no centro do campo de ataque. Mas, quando a bola estava embaixo de mim, deixei ela passar. O Cebola, achando que eu estava zuando ou querendo enfeitar, brigou comigo (Ah, caralh...). Mas aí ele viu o que realmente eu fiz. Dei um corta luz, pois meu irmão estava passando à minha direita, rente à lateral. Quando o Dé matou a bola, o Cebola sorriu pela bela jogada, e eu gritei pro Dé: - Vai!
O Dé dominou a bola com o pé esquerdo e desferiu um lindíssimo chute cruzado de trivela com seu pé direito. A bola subiu e bateu na trave, na região do ãngulo, próximo ao travessão... E entrou...
Esse com certeza foi o gol mais bonito do meu irmão até hoje... Mas como uma jogada coletiva, o mais bonito que fizemos. Toda essa jogada levou apenas uns 5 segundos, mas de tão linda que foi me lembro de cada detalhe.
Vencemos...
